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Padre Paulo Sérgio

Paróquia Nossa Senhora Achiropita – São Paulo

Desde o início do seminário, nós já líamos sobre as aparições, mas Eu sem­pre fui muito devoto de Nossa Senhora. Minha mãe achou uma Nossa Senhora pequenininha, de plástico, quando es­tava grávida. Foi meu primeiro brinque­do e minha catequese. Agora, com 14 anos de sacerdócio, conheci a Daisy e a Cláudia, no ano passado (duas amigas e peregrinas do nosso grupo,em novem­bro/2012).

Na noite em que elas estavam viajan­do para Medjugorje,eu tive um sonho: estava na sacristia da igreja e abria a por­ta que dava para o salão de festas e, ao invés do salão de festas, eu via um cam­po aberto, com um palco, e muitos pa­dres em cima dele. A pessoa da sacristia me disse: “Padre, o senhor está com uma estola verde, e tem que trocá-la, porque hoje a estola é branca. O Papa vem rezar conosco e ele vai dar para o senhor uma imagem. O senhor tem que ficar na Missa para receber a imagem, no final da Mis­sa.” E não tinha nenhuma estola branca, no armário da sacristia. E eu fiquei nessa angústia até acordar.

Depois, a Claudia e a Daisy me liga­ram dizendo que haviam chegado e que queriam ir lá em casa, para me mostrar as fotos e comentar sobre a viagem. Con­taram tudo o que fizeram, mostraram as fotos e me disseram: “Mas, isto aqui nós trouxemos para o senhor”. Quando colo­caram a sacola em cima da mesa e a abri­ram, era uma imagem de Nossa Senhora.

No meu sonho, eu via o coroinha pas­sando com a imagem, numa bandeja, dentro de uma caixa. Era a mesma ima­gem do sonho: uma imagem da Rainha da Paz, branquinha, e dentro de uma cai­xa branca.

Elas continuaram: “Padre, nós vimos uma coisa que lembramos do senhor. Ficamos na dúvida se levávamos. No úl­timo dia, a gente decidiulevar”. Era uma estola branca, com a Rainha da Paz, bor­dada!

Quando eu estava concelebrando, no altar circular, atrás da igreja de São Tiago, recordando-me da cena onde tinha rece­bido a imagem e a estola, lembrei-me que era ali, naquele altar, que dava para um campo aberto, do meu sonho! Eu nunca tinha visto antes este altar, ao ar livre.

Daisy me disse: “Padre, quando eu es­tava rezando, na montanha do Krizevac, Nossa Senhora me dizia, fortemente,que queria o senhor lá, ano que vem. Prepare­-se. Se não tiver o passaporte, tire-o”. Eu pensei assim: “Até parece que eu vou lá ano que vem!” Aí, elas repetiram outras vezes e, nas minhas orações, comecei a dizer: “Mãezinha, se é a Senhora quem me quer lá, então será a Senhora mesmo que fará todos os esforços para me levar, pois eu não me esforçarei, para mostrar que é da sua vontade.”

Um rapaz do Paraná me disse: “Padre, o senhor vai receber um presente de Nos­sa Senhora, no dia do seu aniversário.” Eu escutei, mas logo me esqueci.

No dia do meu aniversário, 19 de feve­reiro de 2012, veio um senhor e me disse: “Padre, a minha esposa faleceu, como o senhor sabe, e ela era muito devota da Rainha da Paz. Ela foi a Medjugorje e ti­nha um dinheiro. E eu queria dar algo para o senhor: darei uma viagem para Medjugorje. ”Quando fechei a igreja, lembrei-me do que o rapaz tinha me dito. E então, fui correndo tirar o meu passa­porte.

Eu já tinha deixado uma cartinha para Nossa Senhora, através das videntes Marija e Vicka mas, quando fui à colina, isolei-me um pouco do grupo. Eu tinha um bloco e uma caneta, na mochila, e co­mecei a escrever a minha vida, sobretudo as dores e as alegrias, e o quanto a Mãe se fez presente. Eu tinha uma dor com relação à morte da minha mãe. Acabei escrevendo uma carta para as duas mães.

Voltei de Medjugorje fortalecido, e com a certeza de que Nossa Senhora nos carrega pelas mãos.

 

Testemunho dado ao final da peregrinação Medjugorje Brasil – maio de 2012.